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No conjunto, os preços de venda em Portugal continuaram a subir ao longo de 2025 e no início de 2026, atingindo novos máximos por metro quadrado. Ainda assim, o ritmo de crescimento abrandou de forma clara. Vários estudos apontam para aumentos mais moderados nos próximos anos — sinal de um mercado mais maduro e menos especulativo.
Quando analisamos o mapa com mais detalhe, as diferenças regionais tornam-se evidentes. Em 2025, o Norte de Portugal registou uma quase estagnação no crescimento anual dos preços, com variações em torno de 0,5%, enquanto regiões como os Açores, a Madeira e o Alentejo apresentaram subidas significativamente mais expressivas. Ao mesmo tempo, continuam a existir distritos e cidades onde comprar casa é substancialmente mais acessível do que em Lisboa, Porto ou no Algarve — reforçando a ideia de um mercado a várias velocidades.
Mesmo dentro das grandes cidades, as disparidades são claras. Em Lisboa, dados recentes do Instituto Nacional de Estatística mostram que sete das 24 freguesias registaram quedas homólogas no preço mediano das casas vendidas, com correções relevantes em zonas como Marvila e Areeiro, enquanto outras freguesias continuam a valorizar a dois dígitos. No Porto, o cenário é semelhante: observaram-se descidas em zonas premium como a União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde, enquanto outras áreas do município mantiveram um ritmo de valorização acima da média.
Este comportamento misto ajuda a explicar porque já não basta afirmar que “o mercado está quente”. Em determinados segmentos e localizações, o ajustamento traduz-se numa maior margem de negociação — sobretudo em zonas que registaram subidas muito rápidas nos últimos anos. Noutras, a forte procura, a escassez de oferta qualificada e a pressão competitiva continuam a sustentar níveis de preços elevados e tempos de venda relativamente curtos.
Do lado do financiamento, a descida gradual das taxas de juro após o pico de 2023–2024 trouxe maior previsibilidade às famílias e aos investidores. As previsões apontam para um ambiente mais estável em 2026, com o mercado a transitar de uma fase de choque para uma fase de normalização, em que os fundamentos — rendimento disponível, emprego, capacidade de poupança e oferta efetiva — voltam a assumir um papel determinante.
Para o Grupo Marta Valle, esta realidade confirma algo que defendemos há muitos anos: não existe “um” mercado imobiliário — existem vários micro-mercados, rua a rua, prédio a prédio, fração a fração. O facto de a média nacional permanecer em máximos não significa que o seu imóvel tenha valorizado ao mesmo ritmo. Em algumas zonas, os preços estão a estabilizar ou até a corrigir; noutras, continuam a subir de forma consistente.
Se está a pensar vender, é essencial perceber onde se enquadra o seu imóvel neste mosaico. Em algumas localizações, ainda faz sentido capitalizar a forte procura; noutras, a estratégia de preço e a execução de marketing são determinantes para evitar longos períodos no mercado e sucessivas reduções.
Se está a pensar comprar, um mercado mais heterogéneo pode significar oportunidades em zonas em ajustamento — desde que as decisões sejam sustentadas por uma análise rigorosa de dados e não apenas por perceções.
Se quer saber se a sua zona está a subir, a estabilizar ou a corrigir, fale connosco.
Realizamos uma análise personalizada do seu imóvel e da sua área envolvente, cruzando dados de mercado com experiência no terreno, para o ajudar a determinar o momento certo e a melhor estratégia para comprar ou vender em 2026.